…” e a mão do nosso Deus estava sobre nós, e ele nos livrou da mão dos inimigos, e dos que nos armavam ciladas pelo caminho”
Esdras 8.21-26
O presbiteriano escocês John G. Paton sabia do que Esdras estava falando. Paton foi missionário nas Ilhas Novas Hébridas, a Nordeste da Austrália. Em 1980, as ilhas tornaram-se independentes e mudaram de nome: Vanuatu. Quando os missionários chegaram, os habitantes das Ilhas eram canibais. Tanto que dois missionários, antes de Paton, foram mortos e devorados a 20 de novembro de 1839. Por pouco Paton não teve a mesma sina.
Certa noite, a casa onde moravam foi cercada pelos canibais. A intenção deles era queimar a casa e devorar os moradores. Paton e a esposa se ajoelharam e começaram a orar. Foi uma longa noite de aflição e oração. A qualquer momento, o ataque seria fatal. Pela manhã, porém, para surpresa dos missionários, os canibais tinham ido embora, sem cometer qualquer violência contra os servos de Deus. Paton também não era ingênuo de sair pela área perguntando o que houve. Só um ano depois, com a conversão do chefe dos canibais, foi que Paton soube o que, de fato, acontecera naquela noite fatídica. O chefe disse que os canibais ficaram com medo de atacar porque viram centenas de homens fortes, bem armados, protegendo a casa. ”Aliás, quem eram eles?”, quis saber o chefe. Paton não tinha a menor idéia. Quer dizer, tinha. O Deus de Esdras era o Deus de Paton. E é o nosso também. Na hora do perigo, como na hora do sossego, confiar nesse Deus é a melhor decisão.
Manancial vol.3 2006

